
“Amor”. É, era assim que eu queria te chamar todos os dias enquanto você sussurrasse nos meus ouvidos “eu te amo minha pequena” e enrolasse os cachos do meu cabelo e me faria perceber que sempre estaria ali ao meu lado. Poderia até não estar sempre presente, mas quando eu mais precisasse de você, estaria ali para abraçar-me e falar-me que tudo ficaria bem. Seria tão perfeito, não ? Tu serias meu príncipe, e eu, tua princesa. Viveríamos em um reino bem distante e residiríamos em um deslumbroso castelo; exatamente como os daquelas histórias que contavam-me quando criança. E, ah, seríamos completamente apaixonados um pelo outro, envolvidos numa conexão extraordinariamente consistente e duradoura que bruxa nenhuma seria capaz de instabilizar. Leríamos A Bela e A Fera e riríamos com o fato que a Dama de Villeneuve copiou-nos como protagonistas de sua história; a Bela com meus encantos, incertezas e determinação e a Fera com teu jeito de ogro e com um coração tão afável. E, instintivamente, protegeria-me de qualquer madrasta malvada ou de ex-namorados possessivos. Serias o meu lobo mal, meu príncipe exagerado e meu gato de botas em um só. Já nós, bem… Nós seríamos um típico casal de esquisitos sem juízo que nos divertiríamos num pique-esconde que terminaria em beijos intensos e calorosos no meio da floresta; cavalgaríamos em teu cavalo branco nos campos do nosso reino; faríamos bailes e mais bailes, onde dançaríamos até após às doze badaladas e exporíamos nosso amor a quem quisesse vê-lo, e até senti-lo. Ou, mais fácil dizendo, nós seríamos felizes para sempre como todo casal que é per(feito) um pro outro. E então, amor, você topa ser feliz comigo ? (c-l0sed) + (inexorave-l)

Sabia que furtar é feio ? Primeiro você tirou um sorriso bobo de mim, e agora furtou meu coração. Nossa, que crime grave. É como se você fosse alguém, que eu esperei por todo esse tempo. Você entrou na minha vida, de uma forma tão rápida e inexplicável. Eu nunca imaginei que eu me apaixonaria por você, é isso. Mas não mandamos no coração, e quando percebi, estava fazendo planos para nós dois. A cada batida do meu coração eu sinto uma dor, tão grande. Pois não estou do seu lado realizando esses meus planos. Merda de distância. Quando estava tudo dando errado e eu já não tinha motivos para está aqui, você apareceu, como um anjo. Com aquele seu sorriso bobo, fez eu me sentir bem como nunca. É como se agora nada fizesse sentido, sem você. Você me faz tanta falta. Preciso de você aqui mais que nunca. Dói tanto. Vida me surpreenda, é só isso que encarecidamente peço. Deixa eu te encontrar no meio da rua, qualquer lugar que seja. Porque qualquer música, qualquer palavra, qualquer assunto, me lembra você. Isso é uma tortura. Eu não posso mas escrever sobre você. Já me decidi. Esse assunto repetitivo e persistente, que resume a minha vida. Não quero me iludir. Na verdade, você é perfeito demais para ser meu. Eu só tô com saudade, com medo, com um sentimento desconhecido tomando conta de mim, dizem que é chamado de amor. Quero te sentir. Quero te ouvir. Você é tudo oque eu preciso.

“Se facilitar o entendimento, compare a vida á um espetáculo qualquer. Com uma pequena margem de diferença: pagamos caro pelo desconhecido, sem cartazes, sinopses ou anúncios prévios. Acomodamo-nos, as cortinas se abrem e o espetáculo acontece. E agora, somos todos protagonistas e platéia, assim, ao mesmo tempo. Assistimos enquanto atuamos e nos surpreendemos com o roteiro prescrito. Há quem o siga ao pé da letra, sem errar nenhum detalhe sequer, fazem como manda o recado. Existem os que deixam os erros escapulirem, mas mantêm a cabeça erguida e outros que se culpam até o fim, acabam por não desempenhar o restante do seu papel. Há os que vivem improvisando, estes sempre acrescentam uma pitada de humor e tornam o espetáculo muito mais fácil e gostoso de lidar. Não existem regras a não ser que você as imponha a si próprio. Aqui todo mundo é dono do seu próprio nariz e age da forma que considerar que convém. Muitos por vezes, trabalham em dobro, representando o papel dos demais que não se importam em dar sua contribuição. O que é injusto por sinal, já que estes são recompensados á troco de nada, ofuscando aqueles que merecem ser reconhecidos em seu lugar. Outros, então, desistem de atuar e apenas compõem a platéia. Consideram o fardo pesado demais e acham cabível a tarefa de apenas aplaudir e isso se torna quase inadmissível, pois todos, ou ao menos a maioria, se submetem a tentar. Outros simplesmente desistem e optam por partirem antes do epílogo. Lamentável. Em geral o espetáculo, é repleto de falhas, pois individualmente cada um oferece sua contribuição, seja ela boa ou ruim. É um mosaico desconexo e misto, mas que se encaixa perfeitamente se você reparar. E cada um, quem quer que seja, é essencialmente importante. Porque ninguém é capaz de viver só, todos vivem no coletivo e ajudam uns aos outros. Mas sejam qual forem as imperfeições, seja qual for o defeito, o erro, o produto, o problema, a causa, a conseqüência, vence quem fica. Quem sorriu, quem chorou, quem suportou, quem resistiu. Não importa como tenha exercido o seu papel, embora seja de grande contribuição. O que vale é apenas ter exercido um papel. Ter composto com todos, o espetáculo mais lindo que existe e ter seu nome declarado como participante ativo e oficial. E para estes a recompensa é inestimável.” — Gabriela L. (T-rapeze)

“Passado é um buraco negro que arrasta suas melhores lembranças para si. É inevitável e até deprimente, ver seus melhores presentes sendo pouco a pouco sugados para o mais distante possível e serem substituídos pela saudade. Complicado deixar que partam, porque eles não voltam mais. E por mais que se tenha esforçado para aproveitar ao máximo, sempre falta alguma coisa, sabe? Sensação de incompleto. Você nunca se livra dela. Talvez por alguns momentos, talvez em alguma ilusão, mas você sempre vai se pegar lamentando pelo o que passou. Seja porque não foi feito da maneira esperada ou porque simplesmente passou. Sempre tem aquele apego que golpeou mais forte e que na hora de desgrudar, finca pé. Dá até dó de se desfazer de algumas peças tão raras, mas a necessidade grita alto que é necessário para prosseguir enquanto a nostalgia murmura baixinho que não devo esquecer. E devo admitir que pelo lado bom, gosto de lembrar. As coisas mais lindas que já vivi, estampam um sorriso recheado de orgulho e as coisas ruins deixaram grandes tatuagens permanentes preenchidas de lições grandiosas. Eu encho o peito pra descrever o que já vivi, porque apesar de não se representarem em uma quantidade significativa, foram de uma intensidade marcante. E tratando-se de passado, nada do que foi deixado para trás, foi tempo perdido. Tudo o que deixou rastro de lembrança, foi utilizado para meu próprio bem. Mas na maioria das vezes, é quase impossível reprimir o desejo de possuir uma máquina do tempo e me deliciar revivendo momentos passados. Muita coisa do que já ficou pra trás, me fez ter vontade de ficar por lá mesmo e ter sentido mais um pouquinho só. Sempre tive uma forte impressão de que as melhores coisas são as que possuem menor duração na nossa trajetória, mas apesar de lamentar tanto por isso, sei que elas são logo substituídas por outras que passam a ficar cada vez melhores. Quanto ás ruins, acho que se não demorassem tanto, viriam com mais freqüência. E ninguém suportaria. Mas concordando fielmente com o ilustre Cazuza — O tempo não pára! —, e seguindo conforme a tradição, cada milésimo que for ultrapassado já será parte do passado que deixará um acumulo significativo na vida de quem soube aproveitar o presente entregue em mãos, afinal, passado sempre fica.” — Gabriela L. (T-rapeze)

“Desapegar, esse é mais um dos meus defeitos. Não consigo me desapegar das pessoas, não consigo fazer isso de uma hora pra outra como elas fazem comigo. Talvez seja esse o por quê das pessoas me abandonarem. Eu não consigo dizer adeus para as pessoas, não consigo desapegar das pessoas, como também dos objetos. Isso machuca, machuca mais do que um adeus. Mas ruim mesmo é desapegar das pessoas que eu amo, mais elas me machucam, me magoam. Por que as pessoas não tem pena de mim? Por que elas só pensam em me machucar, me por de lado. Eu tenho que aprender a desapegar, preciso urgentemente de uma dose de desapego. Mas não tem jeito não consigo de forma alguma dizer adeus. E o pior é que isso só me machuca. A pessoa sempre vai fazer falta em minha vida, e eu vou acabar entrando em desespero, e começo a sofrer. Queria tanto ser como essas pessoas que sabem falar sem dificuldade alguma um “Adeus” “Eu não te amo”. Queria ser como elas, pelo o menos assim não me machucaria tanto. Queria ser uma pessoa fria e calculista daquela que não liga pros sentimentos, e que é fácil deixar tudo de lado. Gostaria de ser menos coração mole, eu me derreto toda quando alguém me diz alguma palavra de afeto, ai eu começo a achar que sou especial e importante pra alguém. Isso até eles encontrarem alguém melhor e me jogarem de lado. Eu já deveria ter me acostumado a ser última opção, deveria ter aprendido que nunca serei fundamental na vida de ninguém. Preciso aprender a ouvir a voz da razão e não o tolo coração, ele só me faz mal, só me faz apegar as pessoas erradas. Ninguém me dá valor, ninguém gosta da minha companhia, ninguém sente minha falta. Eu cansei de correr atrás, cansei de sempre ter que pedir desculpas, e ter que deixar os meus princípios de lado só para estar ao lado de algumas pessoas. Cansei de ser motivo de chacota para todos, cansei de ser a menina idiota e ingênua que acredita em tudo e coloca seus problemas em segundo plano só para ajudar a quem não merece. Eu quero pelo menos uma vez na vida me sentir superior aos demais, quero que sintam minha falta, que notem a minha presença. Mesmo sendo extremamente difícil, eu irei me desapegar, mesmo que isso custe todos os meus sorrisos todos os meus momentos de felicidade, eu vou deixar de ser a tola da história. Não irei correr mais atrás de ninguém, não mais, você sabe o meu endereço, sabe o meu telefone, sabe onde me encontrar, então se sentiu minha falta faça o favor de me procurar. — Mallú (naestradadafelicidade) & Lari (b-onecadeporcelana)

Enrolada no cobertor, deitada na cama encostada na parede, acorda no meio da noite com olhos cheio de lagrimas, acaba de sair de um sonho, um sonho bom, um sonho simples, de uma vida normal, de acordar com você ao meu lado sorrindo para mim, olhar para o relógio era no maximo oito horas, teriamos o dia inteiro para aproveitar, eu e você, esse era um dia de uma eternidade. Qual o motivo da tristeza então moça? Medo, as lagrimas escorrem porque ao acordar me afasto de você, e ao mesmo tempo de todas as expectativas de nos reaproximar, volto á minha rotina, á minha vida chicle, onde sou obrigada a viver sem você. Tenho medo da realidade, prefiro ficar ali, aquecida pela corberta, como se fosse nos dois, é o mais perto de você que chego. Jogada nas memorias, perdida, sem nem mesmo eu conseguindo me achar. Minha mãe diz que sou vagabunda, que não faço nada que preste, que não estudo, que só penso em mim mesma, sera que ela sabe o quando suas palavras me atingem? Meu pai reclama que o som esta alto demais, que minhas provas andam pessimas, minha caligrafia horrível, estou estragando o nome da familia. Me o olho no espelho, não me agrada o que vejo, tendencia a morrer sozinha aprovada, baixa estima, talvez. Pra tentar mudar o que não muda, acabo abaixando minhas notas, brigando com meus pais, abaixando em tudo ao mesmo tempo, e se chegar ao chão ? E se cair? Ninguém vai me segurar, só piora, odeio sorrir, odeio meu sorriso, o pouco de verdade que tinha nele se foi com você, cansei de sorrir, não tem mais graça. Odeio essa expectatvia toda de livros e filmes românticos, essa ilusão de seriados americanos, essa coisa platonia de final feliz, eu nunca acabo feliz, sempre termina comigo no chão sozinha esquecida, nostálgica, deixada no quanto junto com coisas velhas empoeiradas que já deveriam ter sido jogado fora, junto com todas essas lembranças. chegou no final mais uma vez, e de novo acabou com você longe de mim. Desliguei o computador, tampei o relógio, tirei a bateria do celular, so para não olhar horas iguais, e me lembrar que voce não esta pensando em mim. Trezentos e sessenta e cinco dias sem você deveria ter acostumado com a sua falta não é ? Mas é que meus pensamentos me dam a nostalgia que faz com que me lembre que voce não esta mais aqui. Os teus lanches preferidos não são os que me faltam, parece que deu escassa em todos os outros. Só tenho ouvidos para musicas do teu cantor favorito, intercalados de lagrimas. Tuas fotografias, uma olhada, ja é o bastante para meus olhos encherem de lagrimas, e com os teus momentos em minha cabeça não ser forte o bastante para segura-las. Cansei se criar expectativas que so acabam comigo, estou desistindo de voce, desistindo de mim, desistindo de continuar, de encontrar um final, desitir, é uma ideia tentadora para mim, cansei de seguir em frente, sem saber para onde vou, cansei de caminhar e não chegar em lugar nenhum, e não importa para onde vá, você não estara esperando por mim, com café adoçado de amor em cima da mesa de jantar, me convidando para entrar e reviver todos nossos momentos, café, coca cola, vodka, não importa, desde que seja com você, só com você, eu e você, nada mais, ninguem mais. Vou encarar, talvez um dia você volte, eu duvido, quando precisar de um favor talvez, mas quero que se lembre de tudo que me fez, tudo que disse, Palavras machucam, e as suas estão me machucando vem tempo, cada dia um pouco mais, cada dia mais profundo, e não para, é uma dor continua. Então você cai, te chamam de fraca, sem ninguem te ajudar a levantar, você grita em silencio e ninguem te escuta, ninguem se importa, ou pelo menos quem você queria que se importe com você, não esta nem ai. Já sei, sou orgulhosa, chata e estranha, qualquer coisa fica brava, choro e depois começo a pular de felicidade, isolada, anti-social, sou uma pessoa inapaixonavel. Vivo iludida, com todas historias românticas chiclês, titanic, uma tipica historia de ilusão, vivida somente nos cinemas, na realidade, todos só se importam consigo próprio. Agora estou vendendo expectativa alguém aceita ? Cansei de sonhar, vou continuar somente, sobreviver com essa nostalgia, sinto muito, estou desistindo de sorrir. Sofia Soares (aquelagarotailudida)

Não sei ao certo se estou correta em pensar que você me faz completamente bem. As vezes eu duvido de mim mesma e acabo me vendo viciada por isso que eu sinto, viciada pela droga que eu tanto tomo sem ao menos ver o sabor exato. Talvez seja um pouco de minha imaginação que teremos um final feliz juntos, como aqueles que eu vejo em filmes e em novelas, aliás, nem sei ao certo se ficaremos juntos e felizes. Não gosto de prever meu futuro sem você ao meu lado, até parece um ritual que tenho que executar todos os dias, o ritual ao qual você sempre está presente, mesmo não sendo fisicamente mas sempre mentalmente aqui comigo, bem do meu lado. E não posso me enganar fingindo que está tudo bem, porque não está. […] Mesmo que eu não queira, talvez o destino não nos una, pois é sempre assim, não sabemos o que virá e sempre teremos essa dúvida sobre a felicidade, se ela virá conosco pelo resto de nossas vidas, acompanhando-nos a cada passo que erguemos ou se ela vai se escapar por entre as gretas da janela do quarto, indo em uma outra direção oposta, então o que me resta é aproveitar esse tempo que me eu ainda tenho contigo, é ver o maior numero de vezes possível seu sorriso,é aproveitar mais e mais essa alegria que me completa por inteiro e tentar entender cada uma das fazer desse seu olhar, que por vez é o que mais me encanta em ti, tentar ser quem eu deixei de ser a algum tempo, pois eu sei que mudei por completo mas ainda tenho o que todos chamam de sentimentos e que meu coração ainda pode se derreter com um olhar e um sorriso. Já me enganei inúmeras vezes em acreditar que fomos feitos um para o outro, já me perdi inúmeras e repetidas vezes em tentar encaixar esse quebra-cabeça perfeito que eu acho que temos, pois nem todas minhas imperfeições se encaixam com as suas, nem todos os meus erros são compatíveis aos seus, assim como nem todas nossas ideias são perfeitamente encaixadas por completo. Acho que me apeguei demais, como sempre me apego, senti demais, imaginei demais e como sempre… Amei demais. É como se tudo tivesse congelado numa única cena, que eu não conseguisse derretê-la nem mesmo com as minhas lágrimas quentes derramadas em noites frias. Apesar dessa minha utopia em dias rotineiros, eu sei que essa única chance que me resta sobre você pode ser a saída dessa frágil imaginação, a qual não para de criar milhares de momentos conosco juntos. Que todo esse sentimento que meu coração alimenta a muito tempo não se apague de uma forma que eu só me lembre do seu nome, da forma que seja complicado para desviar o drama, mas que seja algo que eu recorde de tudo que vivemos e de cada detalhe teu. Que eu não seja apenas mais uma que passou por ti, mas sim por estar contigo, pelas risadas e pelo encaixe perfeito de nossos lábios. Pode ser que minha boca não diga o que eu sinto no momento, mas meus olhos zombam de mim pois eles conseguem ser claros e exatos, conseguem ser decifrados facilmente e conseguem dar o braço a torcer, eles me entregam mesmo quando eu forço para não entregarem. É mais que um simples sentimento qualquer, é algo mais forte. Evito criar expectativas, evito cair em ciladas, essas mesmo que o amor nos traz, algumas vezes elas trazem lágrimas que não consigo segurar, mas sabe o que é? Um dia a gente cansa de ser pessimista e começamos a criar soluções para uma felicidade momentânea: começamos a imaginar demais, pois já que não conseguimos prever o futuro, apenas nos resta sonhar com o dia em seremos felizes, assim, apenas eu e você.
— Poesia-naufraga e Brandur-a.

Odeio quando as estrelas formam teu nome, quando teu olhar brilha mais que o sol, quando nuvens formam teu sorriso, quando o vento sopra teu nome ao meu ouvido, quando tudo me volta para você. Posso andar, correr que não vou para frente com nossas memorias me puxando para trás, com nostalgia distorcendo o caminho, o medo de errar assombra e me impede de arriscar ouvir tua voz mais uma vez, e quando me vejo já estou no passado, sendo domada por você, carinhosamente reparo o meu olhar próximo ao teu, teu sorriso sendo motivo do meu. Você silenciosamente jogando teu feitiço em mim, respectivamente me vejo desprotegida, e o escudo que demorei tanto tempo para construir, em pedaços ao chão, o som da tua voz, o poder do teu olhar, a esperança da eternidade, promessas inventadas, me deixando vuneravel a você. Querida nostalgia, me ajude a mudar o futuro, sair do presente, a me prender ao passado, Querido diario, apague todos teus escritos, me deixe começar de novo, do começo da pagina, sem erros ortografios ou nostalgicos. Talvez assim não acumule magoas, ou elas se vão junto com você, que o vento leve minhas cartas endereçadas a você á tua porta, que minha garrafa vazia de vodka jogada ao mar, chegue a você e entenda o motivo deu ter medo da realidade. Espero que ao chegar em casa a geladeira se encha de chocolate e ocupe o lugar que você deixou. Relógio marca 18:19, nem horas iguais se encaichão mais, a saudade faz com o que o jantar ja esteja pronto. O inverno caloroso, aconchegante passou, o outouno começou, fotografias estão caindo da minha parede, espalhadas ao chão, me lembro de teus sorriso saindo da presença se firmando na memoria. Te vi sumir no horizonte, corri atrás, não te alcançava, estava longe demais, e não voltou, apartir desse dia, recolho teus rastros no caminho, assisto sozinha o por do sol, filmes e serie romanticas me iludem, mas tavez ate goste de me iludir, pois é bom, por pelo menos um segundo a esperança reinar. Datas de tuas cartas vão ficando cada vez mais antigas, e nosso para sempre mais distante da realidade. Se lembra, deitados no gramados, observando as nuvens, ouvindo tuas promessas, te perguntei ´´ por quanto tempo?´´ intercalado de suspiros respondeu´´ por um futuro previsivel´´ me encaixei nos teus braços, o mundo parecia bem maior do teu ombro, e longe dele a escuridão domina. Como pude te deixar ir? E levar uma parte minha contigo, justo a parte que deveria ficar. Teu moletom jogado no fundo do armario, fazendo companhia a tuas fotos empoeiradas, cartas escurecidas e passado drástico. Peço perdão por ter dito quando você não queria escutar, grito ao silencio, teu nome escrito pela minha parede, café adoçado ao lado, não me acalmo, doente, desesperada, o pulso desagua o que meu olhar não aguentou. Me desculpa por não ser forte o bastante para não acordar todas as manhas e não desejar teu bom dia, ou por não ler teu nome nas estrelas, culpa da esperança que insiste de ficar um passo atrás da realidade. Sofia Soares (aquelagarotailudida)